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Aos mestres: com afeto e respeito

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14 de outubro de 2020
Por Lucinha Andrade

Perplexos frente ao coronavírus, chegamos ao mês de outubro driblando todas as frentes de dificuldades! Oramos à Nossa Senhora Aparecida, celebramos a saúde e alegria das nossas crianças e saudamos carinhosamente os nossos mestres!

Na minha família, ser professor está no nosso DNA: minha avó Minervina Santana Carneiro, minha mãe Laura Carneiro de Andrade em Lins, minha filha Marcela de Andrade Gomes em Floria nópolis, minhas tias, tios, primas etc. As duas primeiras trabalharam em sítios, zona rural, o meio de transporte eram cavalos ou charretes; pessoalmente usei moto por um longo período, por ser econômica e rápida e hoje a minha filha, como a grande maioria dos docentes, usa a tecnologia para ministrar as aulas na UFSC.

Os professores e professoras da educação básica e ensino médio foram os grandes mestres da criatividade durante a pandemia. Sem aviso prévio, o chão da escola, passou a ser uma tela, onde heroicamente buscam despertar a atenção de seus pupilos, os quais não entendem a mudança do contexto, o isolamento imposto, a ausência da alegria dos sons de uma escola, dos amigos, das risadas...

Os professores afastados deste convívio, transformaram seus lares em verdadeiros estúdios improvisados, tendo como background a casa para limpar, filhos para cuidar e as contas que aumentaram para pagar, afinal cada um paga o seu provedor! Sem contar, na invasão de privacidade no WhatsApp, pais nem sempre satisfeitos, aulas gravadas, uma palavra mal interpretada pode trazer um grande rebuliço... Somados a este cenário pesam as possíveis demissões e reduções de salários na rede privada.

A pandemia, um estado de calamidade propiciou stress, solidão, depressão, ansiedade, insônia etc. Os professores enfrentaram inúmeros desafios com a sobrecarga do trabalho, o uso de ferramentas digitais desconhecidas, o home office que culminou com a prevalência do office em detrimento ao home etc. Foram tantos desafios, impossíveis de catalogar em um texto!

Imersos nesta crise, os mestres não se intimidaram: foram resilientes, enfrentaram com garra todas as batalhas fomentadas pelo amor a profissão. Não deixaram de sonhar, não esqueceram a identidade docente e focaram na aprendizagem virtual.

A todos vocês, em especial aos professores da educação infantil, do ensino fundamental e médio, aos que atuam em unidades com extrema desigualdade social, o nosso afeto, o nosso respeito e admiração. A nossa gratidão!

Oxalá o dia, em que a educação deixe de ser pauta de campanha política e ocupe o papel central na implementação de políticas públicas. Assim, poderemos efetivamente celebrar!

Lucia Helena de Andrade Gomes é advogada, doutora em educação e presidente da comissão "OAB vai à Escola"
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