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Mostra tem arte e natureza pela Serra do Japi

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9 de março de 2020
Por José Arnaldo de Oliveira

Com abertura na quinta, 12 de março às 19h - e até 5 de abril – chega na Pinacoteca Municipal a exposição “Serra do Japi: uma convergência de olhares e imaginários”. Na verdade, um projeto pela natureza e especialmente de apoio ao trabalho da Mata Ciliar, entidade que lida com a recuperação de animais silvestres. São 21 artistas, que produziram 70 obras.

Os artistas são André Crespo, Artur Silva, Carlos Batistella, Cecilia Celandroni, Chrismontez de Brito, Cris Suiter, Dadi, Ede Galileu, Edu Mendonça, Ezio Fornazari, Fábio Cobiaco, Guilherme Kramer, Inos Corradin, Keli Paes, Marcelo Neves, Maria Cristina Lopes, Marilzes Petroni, Marta Gehringer, Pablo Palhais, Pedro Amora, Regina Sartori e Silvia Ruiz.

O projeto foi iniciado nos dias 7 e 8 com a mostra na Fazenda do Sol e Fazenda São Francisco da Montanha incluindo palestras, oficinas e atividades.

Um dos palestrantes, Guto Carvalho (organizador do Avistar Brasil, que em maio será na USP) afirmou na mostra do fim de semana que 320 espécies de aves foram registradas apenas na Serra do Japi – sem contar o restante do município de Jundiaí que forma junto a APA – área de proteção ambiental.

A Serra do Japi foi tombada como patrimônio natural e cultural em 8 de março de 1983 pelo geógrafo Aziz Ab´Saber, no Conselho Estadual do Patrimônio (Condephaat). Antes havia sido pedido alguma medida de proteção ao governo estadual pelo prefeito Pedro Fávaro e seu vice Ary Fossen, após a grande passeata ecológica de 1978 -um marco na história do ambientalismo brasileiro.

Em 1960 outro prefeito, Vasco Venchiarutti, já havia defendido em artigo no jornal “O Jundiaiense” que a serra fosse vista como um parque natural. Além do tombamento em 1983, a definição do município inteiro como APA de uso sustentável foi aprovada em lei de 1984 – mas sua regulamentação levou catorze anos para sair. Em 1991 foi criada na parte alta da serra a Reserva Biológica Municipal (que ainda precisa avançar nas partes mais baixas) e lançado o essencial livro História Natural da Serra do Japi, pelo lado científico.

Em 2004, após uma campanha contra uma termelétrica ao lado da serra em 1999, foi promulgada a lei 417 que organizou o sistema de proteção municipal da serra e ampliando o território tombado. Mas a pressão urbana exigiu decretos de congelamento de projetos em 2012 e em 2017. No debate entre um parque nacional ou estadual ou o sistema com propriedades particulares, o caminho mais apontado é um mosaico integrado de unidades.

Símbolo de Jundiaí, a Serra do Japi é parte do cinturão verde formado com a Serra dos Cristais e as bacias dos rios Cachoeira-Caxambu, Capivari e Jundiaí-Mirim, alvos de debates permanentes em temas como Plano Diretor ou Plano de Recursos Hídricos. A biodiversidade circula por todo o município mas é mais rica e variada conforme o grau de conservação de matas e águas – com efeitos para o clima, a saúde humana e o ambiente como um todo.

A Pinacoteca fica na rua Barão de Jundiaí, 109, na Esplanada Monte Castelo (Escadão), no Centro, e funciona depois da abertura de terça a sexta-feira, de 10h a 17h e, aos sábados, domingos e feriados, de 9h a 16h. A entrada é gratuita.

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Assista ao vídeo dos pequeninos do Japi

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