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Jundiaiense levou o goalball do Brasil a ser o melhor do mundo

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2 de fevereiro de 2020
Seleção nacional começa o ano liderando o ranking sob o comando de Alessandro Tosim

Do improviso à glória, em dez anos o Brasil virou o melhor goalball do mundo, exatamente o tempo que tem no comando da seleção masculina Alessandro Tosim. O time do técnico jundiaiense chega a 2020 como favorito para vencer a Paralimpíada no Japão, única conquista que ainda lhe falta.

Entre as modalidades presentes no programa da Paralimpíada, o goalball é a única que não é adaptada. Trata-se de um esporte especificamente para cegos, criado em 1946 para reabilitação de veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. A modalidade é uma das maiores apostas de medalha de ouro para o Brasil nos Jogos de Tóquio. A seleção masculina lidera o ranking mundial e a equipe feminina é a terceira melhor do mundo.

Segundo a Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), o goalball é a modalidade para cegos com mais praticantes no país. A estimativa é que de 600 a 700 atletas (entre homens e mulheres) sejam filiados e participem de torneios oficiais.

O jogo é disputado em uma quadra com 9 metros de largura e 18 metros de comprimento, com uma bola específica (pesando 1,25 kg e com guizos no interior). A bola é arremessada a uma meta com 9 metros de largura por 1,3 metro de altura. Ganha quem marcar mais gols.

O goalball chegou ao Brasil em 1985 após o professor Steven Dubner, que trabalhava no Centro de Apoio aos Deficientes Visuais (Cadevi), em São Paulo, conhecer a modalidade nos Estados Unidos.

Em 2004, a modalidade deu o primeiro salto no país, com a classificação inédita de uma seleção feminina para a Paralimpíada de Atenas, na Grécia. De lá para cá foram três pódios em Mundiais (terceiro lugar entre as mulheres em 2018, e dois títulos entre os homens, em 2014 e em 2018) e duas medalhas paralímpicas no masculino: prata em Londres 2012, no Reino Unido, e bronze na Rio 2016. Nos Jogos Parapan-Americanos, desde Guadalajara 2011, no México, o domínio brasileiro é ainda maior: seis medalhas, sendo cinco douradas. E todo esse tempo tendo Tosim liderando os atletas. “São títulos muito expressivos. O Brasil é a única seleção do mundo que se manteve em todos os pódios do cenário mundial desde 2012”, comemora.

Ele tem graduação em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física (2000), especialização em Atividade Motora Adaptada (2001) e Fisiologia, bioquímica, treinamento e nutrição desportiva pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (2012), mestrado em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep (2007) e cursa doutorado em Educação Física na área de Biodinâmica do Movimento e Esporte também pela Unicamp.
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