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Sabiá, o inquieto que transforma a vida em arte

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3 de setembro de 2020
Artista plástico autodidata ganha exposição na Galeria do JundiAqui  Edu Cerioni

Pedro Sabiá começou a reinar ainda criança, aos 8 anos, antes mesmo de ganhar a confiança familiar para mexer com um canivete que era do avô. Fazia escondido no começo, mas logo recebeu apoio por levar jeito, transformando paus de vassoura em esculturas. Sua criatividade foi aflorando e o tornou um dos mais respeitados nomes das artes plásticas de Jundiaí e além. Trocou o entalhe pela pintura que extrapolou as telas e é essa sua obra diversa que ganha agora destaque na Galeria de Artes do JundiAqui, criada em meio à pandemia do novo coronavírus para dar mais vida e cor à internet.

Autoditada, ele é cheio de fazer “invenções”, quer elas sejam em telas, móveis, espelhos, bolsas e todo tipo de material que reaproveita, tirando do lixo e dando seu toque particular de luxo, com um colorido vibrante e muita vida pulsando.

Entre uma escultura e outra, valia colocar a mão no barro, moldar o metal ou transformar o couro. Mas a madeira, que foi sua grande aliada, acabou deixada de lado à medida que as dores na mão aumentaram, inclusive passando por cirurgia. E o que para muitos poderia ser um ponto final, para ele foi um pingo de esperança.

A redescoberta foi à base de tintas e pincéis. E sua marca registrada nasceu de um pingo fora do planejado, que logo se transformou em uma joaninha. Desde então, se tem obra de Padro Sabiá, tem a joaninha também.

Solidário, Sabiá doou obras em todas as edições do "Amigo Secreto dos Artistas" que organizo, primeiro no jornal "Bom Dia Jundiaí" e da última vez aqui no JundiAqui, trabalhos que foram a leilão ou vendidos e viraram dinheiro para instituições de caridade - nova edição acontece em dezembro - como Instituto Luiz Braille, Amarati, Apae etc.

As pinturas de Sabiá podem trazer um São Francisco, algum peixe, uma janela para o infinito e além. São flexíveis como o bambu que tanto gosta de pintar. Pode ser algo tridimensional também, como eram algumas das bijouterias que fazia para vender na feirinha hippie do Centro em um passado que ele valoriza, de muita paz, amor e de aprendizado.

Da feirinha ele ia de carona ao Interior mostrar suas peças, que logo passaram a ir dentro de um Fusca para Embu das Artes e que nos últimos quase vinte anos ganharam uma galeria no Shopping SerrAzul, no Km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, já em Itupeva. Ali tem telas de todos os tamanhos, pulseiras, colares e até poltronas.

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