Jundiaqui
Jundiaqui

A missa de Nossa Senhora Aparecida

Jundiaqui
14 de outubro de 2020
Por Kelly Galbieri

Segunda-feira fui à missa de Nossa Senhora Aparecida, a primeira missa desde que começou essa loucura de pandemia, desde que passamos a ficar trancados em casa. Mas, vendo que todos os protocolos estão sendo seguidos e que, para mim trata-se de uma data muito importante, resolvi que estava na hora de retornar.

Quem frequenta a missa de Nossa Senhora Aparecida sabe que é muito emocionante. Mas este ano foi ainda mais. Chorei da porta de entrada até o carro, indo embora. Por "n" motivos. Sensações extremas.

Na entrada, uma pequena fila já nos mostra que tudo está diferente. Alguém mede a nossa temperatura, pisamos no tapete sanitizante, depois no outro para secar os sapatos, uma pessoa está ali para contar quantas pessoas adentram à igreja.

No interior, os bancos estão todos marcados com fitas verdes e vermelhas mostrando onde se pode sentar. Um banco com possibilidade única de assento e no próximo com apenas dois lugares disponíveis, um em cada ponta. Portanto, igreja com pouquíssimas pessoas.

Antes da missa começar, alguém já comunica os protocolos de segurança. Nada de retirar as máscaras. Não haverá coleta. Na hora da comunhão, alguém passará higienizando nossas mãos com álcool em gel, os ministros levarão a comunhão até o nosso banco, momento em que devemos estar por alguns segundos sem a máscara. Comungaremos e imediatamente as recolocaremos.

As ministras que fazem a leitura também não podem retirar as máscaras. Então fica até difícil de entender o que dizem, mas é necessário. Não há folheto para acompanhamento de leitura ou Evangelho. Compreensível.

A sensação é de que vivemos uma peste. Ninguém se toca. Ninguém toca em nada. Estranho. Mas claro, necessário. Seguro. Saímos de lá tão seguro quanto entramos. Seguros, mas eu saí triste. Porque é tudo tão imprevisível...

Isso sem contar as músicas desta missa...o cantor Marquinhos (perguntei o nome dele assim que acabou a missa) me fez chorar a cada interpretação. Sua voz, sua entonação, o sentimento que colocou em cada música fez com que chorasse pensando no que tem sido esses meses na vida de cada um de nós. Para quem está em casa, mas principalmente na vida daqueles que perderam alguém da família para este vírus...

As músicas me tocam profundamente e sempre que falam Dela, da nossa Mãe Maria tem ainda um peso maior. Acho que ninguém ama mais que uma mãe. E penso que seja para Ela que devemos pedir que isso passe logo.

Depois disso tudo, teremos um longo caminho a percorrer. A parte psicológica será outra batalha a ser travada. Acho que por isso me emocionei tanto. Então, quanto mais estivermos unidos, melhor será para todos nós. Foi esta a lição que trouxe para casa depois desta linda e emocionante celebração!

Kelly Galbieri é advogada
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Vacina contra gripe: a vez de professores e os que têm 55 anos ou mais

Campanha de vacinação ocorre nas UBSs; de terça a sexta terá posto montado no Parque da Uva

Futebol de qualidade não se faz da noite para o dia

Por Marcel Capretz

Jogo furou, mas Nenê faz golaço e doa 770 cestas de alimentos ao Funss

Jogador do Fluminense espera voltar com o “Fome só de Bola” em 2020

Na contramão da nossa tradição

Por Marcel Capretz
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.